RADIO KATOLICA 93.1 FM

A rádio que toca coração!

Ante de iniciarmos esta reflexão sobre a perspectiva mora da liberdade, acredito ser necessário dar algumas noções de alguns temos:
* Moral: do latim, mores, contumes, conduta, comportamento, modo de agir etc.
* Liberade, do latim, libertas, de liber > livre. No sentido moral, liberdade é a condição de um ser imune de qualquer coração que o impeça de tender, através de sues atos, à realização cada vez mais perfeita de sua natureza.* Bem, do latim, bonus, bene. Este termo conota a idéia de felicidade, daquilo que é bom, não apenas em si, mas é o bom para mim, o bom para nós. Não possuído, é objeto das aspirações e dos desejos, e que, por outro lado, possuído, engendra a satisfação independentemente de qualquer obrigação moral.
Partindo do que ficou conceituado acima, procurarei sintetizar as idéias, ou melhor, direcionar a reflexão em relação à liberdade e a moral. No tocante as idéias escritas pelo autor, a liberdade se expressa por uma cadeia de atos libres. Pois, para sermos livres, não basta que tenhamos um ato livre aqui e outro acolá. Por que a liberdade se concretiza na constância de atos livres, isto é, tornar-se livre na totalidade do ser. Neste sentido, o homem deverá garantir a sustentação de seus atos livres para que possa garantir a sustentação de sua liberdade. Ora, dando garantia a seus atos livres e está dando continuidade aos atos livres, consequentemente solificando sua liberdade. Por outro lado, dando um exemplo de como isso poderia ser interrompido, podemos citar os vícios que, por sua vez, quebram a seqüência de liberdade do homem, e este passa a agir por uma necessidade, não mais livre, mas condicionado ao vício.
É neste ponto que vem a dimensão moral. A moral se justifica neste sentido como instrumento necessário à construção do estado de liberdade. Dentro dessa dimensão moral, a liberdade tem como suporte, o "insight" dos princípios de comportamentos livres. A atitude moral é fator determinante no homem com desejo de ser livre. O agir moral, dá ao homem uma garantia de liberdade. Assim, usando palavras do textuais do autor, digo que uma atitude moral de liberdade "não é indeterminação, nem é pura espontaneidade".
Analisando o homem na sua dimensão racional, podemos mencionar suas faculdades em face de ele mesmo poder distinguir fatores determinantes dos atos humanos livres e/ou de não livres. Nisto, vemos seu poder natural em distinguir o que é bem e o que é mal, a noção de justiça e de injustiça, a noção de dever e a noção responsabilidade. É justamente nesta dimensão que se encontra no homem o que chamamos de consciência moral. A consciência moral é o ponto mais sublime e sagrado do homem.
O processo que citamos a respeito da capacidade que o homem poussui em relação a distinção do bem e do mal, não é satisfatório. Para conhecer-se, exige uma interiorização inclinada à busca do autoconhecimento e, moralmente falando, a busca do heteroconhecimento. Neste sentido, cabe ao homem hierarquizar em si, mas também nos outros, os valores, isto é, o bem, ou melhor, o bem em cada ser, podendo ele separar o "bem de superfície e o bem profundo, entre o bem acidental e o bem substancial, entre o bem aparente e o bem essencial.
Portanto, a responsabilidade do homem pode ser relativa, tudo depende da formação de sua consciência moral, sendo ela boa ou má formada. Nisto, será ele menos ou mais responsável. É nesta dimensão que se encontra, no homem, o que chamamos de "graus de responsabilidade". Tudo, no entanto, depende de sua formação e de sua consciência moral em relação a si mesmo e em relação aos outros que, culminará no exercício pleno da liberdade . Quanto menos conhece de si, menos será livre, também será menos responsável e, sem uma consciência moral. Logo, seu agir é imoral. Agora, aquele que ignora tudo isso, - conhecer-se, ter atos livres - simplesmente por ser do partido do contra, é responsável somente pelo ato de ignorar, mas é irresponsável. Por isso, será conhecido pela responsabilidade de sua irresponsabilidade. Logo, não é livre e consequentemente é imoral. O mal que permeia o homem é o de rejeitar a condição de ser livre.
Resumindo, é possível dizer que, quanto mais conhecedor o homem é de si mesmo e de seus atos, mais "armados" de valores estará, por isso mais livre será. Também terá maior clareza de sua consciência moral para direcionar sua vida. Logo é livre e moralmente responsável.

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