RADIO KATOLICA 93.1 FM

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A liberdade está sujeita a ser usada ou interpretada equivocadamente. Mais ainda, pode acontecer isso, quando se trata de uma perspectiva metafísica da liberdade.
Quando se fala em metafísica, vem à tona a idéia de ir para além do físico, isto é, o transcendental. Neste caso, queremos tratar a questão da liberdade em relação com o ser o homem. Não vamos faz-se um "vôo fora da realidade", mas, mergulhar em profundidade na própria realidade. "O problema liberdade é o problema da liberdade do homem, de sua integridade do seu ser". Querer analisar no abstratismo e aplicá-lo na realidade é dizer que o liberdade consiste "em estar solto, sem amarras, estar desligado de tudo".
Uma vez que nos propomos analisar a liberdade sob seus diversos aspectos, notamos que "o ser humano não existe sem vínculos; sua natureza física o sucumbe a uma série de determinismos do mundo natural.
O homem está submisso a certas "exigências determinadas". Exemplos: O bem se apresenta a ele segundo determinados procedimentos. Sabendo que a liberdade do ser humano está ligada às coordenadas de determinismo, devemos encontrar um "compatibilidade possível entre liberdade e determinação".
Não podemos dizer que algum desses ângulos seja impossível ou negativo ou até contraditórios, mas ambos se complementam.
"Liberdade é antes de tudo autodeterminação. Conceber a liberdade fora da ordem das determinações é construir uma noção absolutamente ineficaz, quando positivamente a liberdade só pode ter significado se for considerada como um ordem de causalidade autônoma, original, capaz de trazer um elemento novo na ordem das determinações".
A partir do momento em que o homem sofre determinações, ele também está sentido coagido a agir.
Podemos, numa visão artificial, "ser livre na ordem extrínseca, e não estar submetido à coação". Por outro lado, "afirma-se o ser livre na ordem intrínseca se não está submetido à necessidade".
"Não podemos julgar se o ato praticado sem coação ou sem necessidade, venha ser só por isso, livre". Assim, o ato livre não é algo meramente espontâneo, mas é "auto-domínio".
Poderíamos perguntar como ficaria a questão dos atos praticados que não foram conscientes ou impensados ? Aqui penso ser necessário fazer uma distinção entre atos do homem e atos humanos. Exemplos: O homem tem a "liberdade" de jogar um pessoa fora da janela. Isto é a manifestação do homem. É uma prática animalesca. Nossas manifestações, muitas vezes, são animalescas. Já os atos humanos, são todos aqueles atos praticados pelo homem em prol da promoção da vida humana. Jogar um pessoa fora da janela é um ato do homem, mas não é ato humano. Os atos humanos promovem a pessoa, pois, vão ao encontro da busca da liberdade.

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