RADIO KATOLICA 93.1 FM

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Pergunta-se se o fato de alguém se sentir livre, se realmente este alguém seja livre. Se o sentimento da liberdade identifica-se com a experiência da liberdade . O que significa consciência da liberdade ?
Vale fazer a distinção entre consciência moral da liberdade onde o homem é chamado livre enquanto responsável; e a consciência psicológica da liberdade que é a experiência direta do sentimento de ser livre. A partir daí pode-se buscar a distinção entre sentimento de ser livre e o que de fato seja liberdade. Ora, o sentimento e a realidade são duas coisas diferentes. Por isso, sentir-se livre não significa ser livre. Porém, pode haver o sentimento de liberdade e este corresponder a um ato realmente livre, mas nem sempre aquele significará necessariamente este.
A consciência é própria do homem, é uma capacidade de se auto-assitir, podendo avaliar-se, rever práticas, atos etc. Dentro da consciência existe e psiquismo humano, com elementos próprios, com dados que reagem com prazer ou sofrimentos em relação aos atos externos, isto é, as experiências externas. Estas impressões do mundo exterior são gravadas no homem passando primeiro por uma espécie de filtro que determina o valor do dado recebido. O homem tende a fabular, a interpretar com um certo sentimentalismo estes dados exteriores, interferindo assim numa interpretação verdadeira da realidade. O ser humano molda a realidade conforme suas projeções, conformes seus dados psicológicos. Tudo isso faz com que, encarar a realidade como ela é, torna-se fatigante e requer o ato difícil do bom senso.
O hábito é também um elemento de caráter psicológico que caracteriza o ser humano. Ele não significa condicionamento, mas exercícios constantes para se chegar com mas eficiência possível a um fim. Entendendo-se que hábito distingue-se de rotina mecânica do fazer pelo fazer.
Na linha do psiquismo encontra-se ainda o sentimento estético. Tal sentimento não constitui uma necessidade, mas uma contemplação positivamente desinteressada. Por o artistas emerge do mundo utilitarista e experimento, realiza uma percepção original, e tal contribui para o exercício da liberdade.
Vemos, portanto, que o ser humano possui características originais de ação, não é ele um ser meramente passivo onde se imprime impressões do mundo exterior. Ele é sujeito de iniciativa, que atua sobre a realidade da sua apreensão ao seu agir prático.
Conclui-se aqui, que o psiquismo humano é de natureza projetiva. Há uma iniciativa nos atos humanos que parte do sujeito. O psiquismo normal é capaz do exercício da vontade, e esta é uma condição para o homem ser livre. Portanto, o psiquismo humano apresenta normalmente, condições para que o homem seja livre.

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